quinta-feira, 23 de maio de 2013

Sustinho prolongado

Nossa, enfim consigo escrever Nem sei como começar...ah, já sei vou descrever de agora pra trás Estamos num momento muito emocionante minha coleguinha esta prestes a nascer. É verdade! A mãe dela foi prum tal de centro obstétrico porque tava fazendo xixi sem sentir, disseram que era água da bolsa, não sei que bolsa era essa porque eu não vi nada na mão dela. Bem só sei que foi assim: Ela desceu e achávamos que era pra fazer um exame pra ver minha amiguinha e na hora da visita soubemos que ela iria ter o bebe. Nossa que legal! Tá todo mundo vibrando e esperando a Rita e sua filhinha Juliana. Mamãe e eu estamos num quarto com mais quatro colegas, a é ainda não falei onde estamos. Estamos numa casa grande, com quartos cheios de cama, geladeira, TV, cadeiras e tem horas que fica cheio de gente, tem muita conversa e risadas. Eles chamam de hospital. Acordamos cedo todos os dias e durante o dia as vezes damos uma dormidinha. Eles nos acordam pra andar numa máquina fechada antes do café e vamos numa cadeira com rodinhas, tão maneiro! Nessa outra sala enorme e mais geladinha mamãe faz hemodiálise, de segunda a sábado. Mamãe veio pra cá porque teve outro sustinho(um pequeno sangramento)Vou contar agora essa parte: Deixa eu pensar, hummmm... é que já faz um tempinho. Ah, tá lembrei. Vamos lá: Mamãe fez hemodiálise normalmente na quarta-feira e depois ficou esperando os outros pra poderem irem embora no carro da Prefeitura de Araruama, estava meio cansada é verdade. Um pouco enjoada, talvez por conta disso. Ela sentiu molhar a calcinha e foi ao banheiro. Tinha um pouquinho de sangue, bem discreto. Foi pra casa mais caladinha. Chegou em casa foi ao banheiro e ainda um pouco de sangue. Resolveu ir deitar pra repousar. Quando papai chegou ligou pra ela porque estava tudo escuro. Ela disse que estava deitadinha no quarto. Não quis muita conversa, estava meio triste. Papai percebeu que ela queria chorar, ficou com a gente, conversou com ela. Se consolaram. Papai foi ver nossa janta, mamãe não estava com muito apetite. Dormiram. De manha papai foi trabalhar. Nós ficamos dormindo, quando mamãe acordou foi novamente ao banheiro e ainda estava saindo um sanguinho. Ligou pra clínica e avisou que não iria por conta disso. Iria fazer repouso. Passou uma mensagem pro médico dela e ele orientou ela a ir pro hospital no Rio. Ela pensou em ir de ônibus, achou melhor não. Tentou um carro, mas só de tarde soube que não teria possibilidade. Ligou pro papai e ele ficou de ir com ela. Quando ele chegou, arrumaram as coisas e foram pro UPA. A Carolina foi lá antes de sairmos. UPA nos recebeu e encaminharam pro São Silvestre. Fomos de ambulância. Depois de termos os primeiros atendimentos, ligaram pra policlínica pra virem nos buscar. Esperamos. Já era de noite quando fomos numa outra ambulância mais confortável. Mamãe foi internada, mas papai não pode ficar no quarto com ela. Tadinho tentou dormir na sala da recepção, mas não conseguiu. De manha ele foi pra casa da minha avó. Mamãe ficou num quarto com três mocas que tinham ganhado bebe. Bem que nós gostamos. Mamãe ajudou a Ana Marcela a tirar a roupinha e ficou observando ela tomar banho. Ficamos lá um dia e no outro, domingo, de noite mudamos de quarto. Foi então que mamãe conheceu a Rita, a Isabela e a Aline. Mamãe ouve meu coração e eu me mexer todos os dias. É que vem sempre uma médica com um aparelhinho e passa um negócio geladinho na barriga dela, daí ela consegue me ouvir. Eu não me importo, sei que minha mãe ama me ouvir. Ela fica mais tranquila. Notícias fresquinhas: a minha coleguinha Juliana já nasceu. EEEEEEEEEEEEEEEEE a tia dela que nos trouxe as boas novas e a foto. Foi uma festa! Aqui tem uma coisa boa,qualquer susto os médicos estão aqui. E a melhor de todas minha mãe me dá comida direitinho aqui. To amando isso. A única coisa muito, mas muito, muito chata mesmo é ficar longe do meu paizinho. Sinto tanta falta de conversar com ele. Paizinho Te amo muuuuuuuuuuuuuito. To aqui pensando em você. Como eu disse aqui comemos direitinho e agora é a hora da ceia. É aqui é assim: dejejum, colação, almoço, lanche, janta e ceia. Nossa viu quanta coisa eu como agora! Vou crescer e ficar fortão que nem o meu pai rsrsrsrsr. Então tiau e até a próxima, as fotos só depois. Fuiiiiiii

sexta-feira, 10 de maio de 2013

O sufoco

Acordamos com o celular tocando era os amigos do meu pai preocupados conosco. Tinha um que estava mais nervoso que meus pais. Que legal isso! Mamãe ligou pra igreja pedindo auxílio. Depois descansamos mais um pouco. Afinal depois daquele susto violento, como diz meu pai tínhamos que dormir um pouco. Quando o tio Daniel e o tio Josinei chegaram nos arrumamos e partimos rumo ao município de São Pedro da Aldeia onde o médico obstetra da minha mãe trabalha, o Dr. Torres.
É um pouco longe. Chegamos lá o médico deu uma guia para fazer o tal do exame da ultrassonografia. Lá na Policlínica Naval também não tem o aparelho. Aí começou nossa peregrinação. Que sufoco pra conseguir fazer esse exame simples e importante.
No hospital em que minha mãe sempre realiza o exame não era dia de trabalho da Doutora Maria do Carmo. E em todas as clínicas que fomos em São Pedro da Aldeia nenhuma  realizava o exame de emergência: Maternidade, Radio Med, Pronto Socorro, Eco CT lagos(também não tinha médico) e assim o dia foi passando e a tarde chegando. Por telefone as clínicas de Cabo Frio também davam a mesmas respostas que em São Pedro.
Tio Josinei ficou na Igreja porque tinha compromisso com a orquestra. Fomos almoçar na casa do tio Daniel e tia Cila. Depois do almoço fomos para Cabo Frio. Fomos em algumas clínicas e conseguimos uma informação preciosa com um encaminhamento do Santa Izabel conseguiríamos realizar a ultra na Medesclan Lagos.
Ai, enfim surgiu novamente a esperança de fazer o exame. Já era de noite quando conseguimos. O doutor Henrique fez o exame que tanto ansiávamos por fazer. Queríamos saber se estava realmente tudo bem ou se precisaríamos fazer outra coisa: Tipo ir pro Hospital Naval. Nossa que alívio papai e mamãe  sentiram desta vez de me verem  e ainda ouvir as batidas do meu coração 149bpm. To bem. Está tudo bem.  Agora ir pra casa e descansar o sufoco acabou.

O susto

Passamos um dia tranquilo quer dizer na medida do possível. É que mamãe agora tem que fazer hemodiálise quase todo dia. Pra ser mais exato seis vezes por semana, só que menos tempo. Os horários são variados. Mas ontem foi assim:
Acordamos bem cedo junto com papai. Saímos cedinho junto com o sol. Ah, o sol estava lindo! Explendoroso. Passamos nós três beirando a lagoa e lá estava ele refletindo na água. Uma beleza inigualável. Bem, mas prosseguimos porque todos nós tínhamos compromissos. É mesmo uma pena não poder parar pra curtir coisas tão boas que Deus nos deu. Papai nos deixou na rodoviária e seguiu enfrente para o trabalho e nós fomos rumo à Rio Bonito. Uma pequena viagem rssrsrs e lá foi tudo tranquilo. Mamãe resolveu vir direto pra casa, não quis parar pra ver nada.  Chegou em casa foi tratando de ver o almoço fez algumas coisinhas, descansou de tarde e fez a janta. Coisa simples do cotidiano mesmo, nada demais. Fizemos de tarde um bom lanche. Estava mesmo uma delícia. E aí descansamos e esperamos papai para jantarmos. Jantamos e depois fomos todos dormir. 
Um soninho bom. Papai logo dormiu de tão cansado. 
Derrepente ... mamãe acordou ... sentiu-se molhada, achou que estava fazendo xixi, pensou que poderia ser líquido da barriga, foi ao banheiro, acendeu a luz e aí começou a chorar. Era sangue. Estava sangrando. O coração se encheu de tristeza o semblante caiu, continuava a chorar. levantou-se caiu um bola de sangue no chão. Mamãe gritou chorando, desesperou-se com a possibilidade de eu estar indo pro céu e deixá-los, papai acordou assustado com o grito e o choro dela. correu pro banheiro, viu o sangue. Papai chorou, ficou triste, nervoso, tentava consolar a si e a mamãe. E agora o que fazer? Onde ir? Ligaram pro seu Zeca, se arrumaram. Enquanto papai arruma as coisas e verificava a chegada do carro mamãe sentou-se na cama e chorando clamou a Deus por socorro. Orou o Salmo 91 e fez como Abraão entregou a minha vida nas mãos de Deus. Assim aos poucos ela foi se acalmando. Já não estava mais sangrando. Foram pro UPA de Araruama pela primeira vez. Embora bonito e com bom atendimento, não tinha obstetra e nem equipamento de ultra sonografia. Fomos de ambulância para o Hospital São Silvestre. Lá a médica examinou minha mãe e me escultou. Ai que alívio que teve minha mãezinha ao escultar eu me mexer e ouvir as batidas do meu coração. Ficou emocionada, não sabia se chorava ou sorria e ali mesmo sendo examinada ela agradeceu a Deus por ouvir sua oração e por eu estar bem. Encontrou-se com papai na recepção do hospital com um sorriso nos lábios e os olhos ainda umedecidos. Felizes retornamos para nossa casa e fomos dormir. Afinal pela manha teríamos que fazer a tal da ultrassonografia que também não fizemos no Hospital São Silvestre.